No meio do sítio, era a vez dela
outra vez era a minha
tava só eu e ela
Quando o brother chegou
olha o mole do brother!
Você não sabe o que rolou
e já quer o espinafre!
E nóis voltamo pra casa
pra mode a gente estudar
no outro dia tinha prova
e a gente ia colar.
Chegou no dia da prova
comi arroz com feijão
uma colher de alcoolatra
e um pouco de agrião
Na hora do exame,
era de matemática,
tinha colado de ciências,
fudeu na hora da gramática.
A gramática era minha,
mas o brother roubou,
daquele dia do sítio,
ele me furtou!
Depois ele chamou,
minha mina pro aeroclube,
ela tinha cheiro de plástico,
mas gostava do blug-blug!
O cara ouvia Altemar Dutra
ela gostava de Ivete Sangalo
voltaram pra casa
ouvindo Roberto Carlos
Eu tinha falado pra ela,
que isso não dava certo,
o bom era a gente,
lá no meio do deserto.
O cara então chamou-a de novo,
de novo mais uma vez,
parecia filme de cowboy,
com apimentada de chinês.
Chinês a galera dizia,
não era coisa normal,
era coisa do demônio,
ou tabuleiro digital.
Digital o brother era,
pra ele, coisa de emo,
pra mim é coisa do tempo,
comer mamão com mel
Fomos embora pro pátio,
pro pátio do doce mel,
ouvir calypso frágil
pagando o aluguel
Aluguel lá de cima
do quarto e quinto andar,
mas a chacina,
era no mesmo lugar.
64 e 75
49 despedaçado
era o nome do brother,
só andava alejado.
Alejado ele andaria,
depois que pegou a minha mina,
ela era da padaria,
e o brother, da esquina.
Ele tava camuflado,
no 87 do Espinhão,
era um cara amaldiçoado
fedia a jamelão
Um dia a mina veio,
com uma bola de handebol,
eu perguntei pra ela,
se ela era mongol.
O cara então pediu pra ela,
pra Cristineide me esbofetar,
trabalhava na Antártica,
bebia guaraná.
Mas a questão era,
ele curtia Coca-Cola,
ela era afim do Sprite,
e eu, fui pra Angola.
Angola, país despedaçado,
então ela foi também,
o brother seguiu atrás,
fomos no trilho do trem.
O trem parou de repente,
e os trilhos se desviaram,
era no meio de um acidente,
que a eles se arranjaram.
Mas isso não tinha ficado assim,
comi a flor do Alecrim,
me transformei no Super-Homem
e ela olhou pra mim
O brother tomou a bomba dele,
se transformou num verdadeiro canhão,
era o fim do caminho,
eu tava na escuridão.
A mulé veio com a lanterna,
eu acendi, e enxerguei,
ele atrás dela,
fazendo o 93.
O 93 eu não conhecia,
era pura orgia,
ela não tinha me ensinado,
mas pelo visto tava na mania
Mania pra mim era Nescau,
leite ninho, leite de vaca,
para o brother era mingau,
comer a base da Antártica.
Falando nisso era engraçado,
toda a situação,
eu me escondia no armário,
e ele lá na frente com seu rojão.
Aquilo não parava ali,
eu ia pra igreja rezar,
pedir para o brother,
parar de me pertubar.
Ele gostava dela,
mas eu era fixado,
a mulé era maiúscula,
e eu mamava no leite gelado.
O manual veio me ensinar,
era a coisa da moda,
comer de garfo engarfasado,
parafraseando a Paula Rosa
Mas nós voltando pro Brasil,
a África não deu certo,
pior que lá,
era a aqui a dengue no deserto.
Deserto porque a gente morava,
no meio do sertão,
era lá pro Norte-Grosso,
Mato-Grosso, Maranhão
Então fomo pra São Paulo,
o Alckmin convidou o brother,
esqueci de dizer,
que Política pró-Odete.
Odete era o nome,
do travesti que encontramo em sampa,
ele tava travestido,
da Cláudia com a banana.
A luz vermelha acendeu,
a mina se picou,
o brother se escafedeu,
e adivinha quem sobrou?
Então eu saí,
foi pelas portas das laterais,
o travesti foi pela frente,
mas ele gostava é de ir por trás.
Então eu fui correndo,
pro Hotel encomendado,
fui direto pra porta,
pro asilo do armário.
O rojão não tava lá,
O brother tava de férias,
foi pra praia com a mina,
e eu lá na miséria.
O armário fedia,
resolvi então sair,
comer uma comida sadia,
e beber um pouco no Bar do Chafariz.
Quando vi por trás do balcão,
o brother não tava na praia não,
ele tava era de novo,
soltando o rojão.
E então veio,
de repente a fumaça,
esfumaçando a porra toda,
aquilo foi uma desgraça.
A desgraça então,
desgraçou tudo, fudeu irmão!
Eu falei pra ela,
que era perigoso o Paulão!
Nós 3 voltamos pro hotel,
pra deitarmos na mesma cama,
mas enquanto eu tava dormindo,
ele tava na escama.
Nesse dia fiquei puto,
mandei ele embora,
com uma vassourada atrás das costas,
saiu soltando bosta.
E então falei pra ela,
que no mundo quem mandava,
finalmente ela entendeu,
que era mulher e cachaça.
E eu já tava quase morrendo,
cachaça eu tinha,
mas não tinha a mulher,
que eu tanto queria.
Naquela noite me inspirei,
no Gugu, Sílvio Santos!
E então no doce mel,
a inspiração veio do Lomanto!
E nesse dia então,
vivemos felizes para sempre,
o brother até voltou,
mas veio só com uma semente.
Para plantar a alegria,
a paz e também...
um pouco de desprezo,
porque nem tudo vem pro bem.
Farinha que é pôde nasce o saco,
e o canguru da Austrália,
essa porra não tem mais nada a ver,
vamo finalizar com a metralha.
Paraparaparadu,
paraduêba, paramaná,
Istambul, Madagascar,
parapaparabá!
Um comentário:
amay.
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