sexta-feira, 22 de agosto de 2008

O carnaval é dos cangurus - O ecleticel de 32 estrofes!

Era fevereiro de carnaval,
na pipoca da Ondina,
mas aí veio Jucema,
era uma beleza de menina.

Beleza é ironia,
aquilo era um canhão,
tava com um cd caramelado,
bem na palma da sua mão.

Eu fui pro beco da safadeza,
não era safadeza particular,
era a coisa pública,
feita pra cidade se amar

Recebi uma ferroada,
de um ferrolho miserável,
saí daquela mizera,
que jumência desarranjável.

Então invadi o bloco,
da Carla Perez e Alexandre Pires,
mas esqueci que a minha galera,
era o chique-chique.

Cheguei com a moral,
pra arrasar com a multidão,
quando veio a galera,
anunciando o arrastão.

Pega-pega daqui,
pega-pega dali,
era a zorra do carnaval,
e eu gostava disso aí

O povo indo pra casa,
gritando socorro, meu deus do céu,
era um verdadeiro fogo,
o carnaval virou bordel

O segurança me chamou,
quando chegou a samu 192,
eu falei que aquilo,
era carnaval do feijão com arroz.

Todo ano é a merma coisa,
o policial não entendia,
aquela mizera era sulista,
misturado com Banda Eva.

Bem de longe a gente ouvia,
a voz que anunciava a volta,
a volta da galera tiete,
era o bloco da Ivete.

Anunciou o pererê,
lá vai a festa, bug-bug bye
a dança do índio, a do queijo,
comendo espinafre do popeye

Subiu pela escadaria,
do trio elétrico da pu**ria
o Caetano Veloso,
com sua guitarra de orgia.

Tocava os Beatles, Rolling Stones
rolava pelas pedras,
e a galera no asfalto,
em pleno quebra-quebra.

No fundo da praia,
todo mundo se assustava,
e então ressuscitava,
Mamonas com Tim Maia.

O povo aplaudiu,
pegou autógrafo, a Globo viu,
foi uma briga da porra,
pra ver quem pegava o Dinho.

O Dinho se jogou no mar,
pegou o Ferry da Ivete,
foi pra Ilha de Itaparica,
comer um omelete.

Enquanto isso a galera se dividia,
uns iam nadando, nadando a beira mar,
outros ficavam assistindo,
a chubaca do Tim Maia cantar.

Então eu que não sou besta,
fui pro camarote apreciar,
os dois lados da ressureição,
comendo o meu vatapá.

A baiana tinha largado,
a mesa completamente estendida,
então eu comi pra cacete,
pra na consequência ter a dor de barriga.

Lá não tinha banheiro,
pulei o muro do vizinho,
o cara tinha alugado,
a casa pro Tio Paulinho.

Pedi licença porque queria,
naquele momento anunciar,
anunciar a anunciação,
que a minha rodoviária ia estourar.

Saí correndo pela sala,
procurando a porra do sanitário,
ele tava no centro,
mas no centro do armário.

Abri as duas portas do móvel,
então a porra se moveu,
vou um aliviamento gostoso,
era como conversar com Mano Morfeu.

No momento da subida,
olhei pro vaso com desgosto,
aquela merda não era minha,
aquilo me dava nojo.

Saí da casa sem coragem,
sem coragem de dar descarga,
a zorra se espalhou,
minuto seguinte tava na Austrália.

Houve uma verdadeira importação,
de Canguru pra América do Sul,
o carnaval era agora,
mais animal do quê na escola.

A galera era animada,
todo mundo agora pulava,
era um pula-pula do cacete,
parecia as tetas da vaca.

Vendo aquilo, o Dinho reapareceu,
tinha casado com o Mano Morfeu,
cantaram a música do tatu,
Jumento Celestino então correu.

Era uma festa de constrangidição,
não era só constrangimento,
nem cardiostropia,
era isso tudo com emoção.

No dia seguinte,
tava todo mundo no céu,
fazendo festa de novo,
porque o carnaval virou ecleticel.

Caratatumba, Matimbibá,
Tirituêta, Jucemaló,
Canguru, Avestruz,
ipiropó no anzol!

quinta-feira, 31 de julho de 2008

A mina, o brother e eu! - A música do romance de 52 estrofes

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No meio do sítio, era a vez dela
outra vez era a minha
tava só eu e ela

Quando o brother chegou
olha o mole do brother!
Você não sabe o que rolou
e já quer o espinafre!

E nóis voltamo pra casa
pra mode a gente estudar
no outro dia tinha prova
e a gente ia colar.

Chegou no dia da prova
comi arroz com feijão
uma colher de alcoolatra
e um pouco de agrião

Na hora do exame,
era de matemática,
tinha colado de ciências,
fudeu na hora da gramática.

A gramática era minha,
mas o brother roubou,
daquele dia do sítio,
ele me furtou!

Depois ele chamou,
minha mina pro aeroclube,
ela tinha cheiro de plástico,
mas gostava do blug-blug!

O cara ouvia Altemar Dutra
ela gostava de Ivete Sangalo
voltaram pra casa
ouvindo Roberto Carlos

Eu tinha falado pra ela,
que isso não dava certo,
o bom era a gente,
lá no meio do deserto.

O cara então chamou-a de novo,
de novo mais uma vez,
parecia filme de cowboy,
com apimentada de chinês.

Chinês a galera dizia,
não era coisa normal,
era coisa do demônio,
ou tabuleiro digital.

Digital o brother era,
pra ele, coisa de emo,
pra mim é coisa do tempo,
comer mamão com mel

Fomos embora pro pátio,
pro pátio do doce mel,
ouvir calypso frágil
pagando o aluguel

Aluguel lá de cima
do quarto e quinto andar,
mas a chacina,
era no mesmo lugar.

64 e 75
49 despedaçado
era o nome do brother,
só andava alejado.

Alejado ele andaria,
depois que pegou a minha mina,
ela era da padaria,
e o brother, da esquina.

Ele tava camuflado,
no 87 do Espinhão,
era um cara amaldiçoado
fedia a jamelão

Um dia a mina veio,
com uma bola de handebol,
eu perguntei pra ela,
se ela era mongol.

O cara então pediu pra ela,
pra Cristineide me esbofetar,
trabalhava na Antártica,
bebia guaraná.

Mas a questão era,
ele curtia Coca-Cola,
ela era afim do Sprite,
e eu, fui pra Angola.

Angola, país despedaçado,
então ela foi também,
o brother seguiu atrás,
fomos no trilho do trem.

O trem parou de repente,
e os trilhos se desviaram,
era no meio de um acidente,
que a eles se arranjaram.

Mas isso não tinha ficado assim,
comi a flor do Alecrim,
me transformei no Super-Homem
e ela olhou pra mim

O brother tomou a bomba dele,
se transformou num verdadeiro canhão,
era o fim do caminho,
eu tava na escuridão.

A mulé veio com a lanterna,
eu acendi, e enxerguei,
ele atrás dela,
fazendo o 93.

O 93 eu não conhecia,
era pura orgia,
ela não tinha me ensinado,
mas pelo visto tava na mania

Mania pra mim era Nescau,
leite ninho, leite de vaca,
para o brother era mingau,
comer a base da Antártica.

Falando nisso era engraçado,
toda a situação,
eu me escondia no armário,
e ele lá na frente com seu rojão.

Aquilo não parava ali,
eu ia pra igreja rezar,
pedir para o brother,
parar de me pertubar.

Ele gostava dela,
mas eu era fixado,
a mulé era maiúscula,
e eu mamava no leite gelado.

O manual veio me ensinar,
era a coisa da moda,
comer de garfo engarfasado,
parafraseando a Paula Rosa

Mas nós voltando pro Brasil,
a África não deu certo,
pior que lá,
era a aqui a dengue no deserto.

Deserto porque a gente morava,
no meio do sertão,
era lá pro Norte-Grosso,
Mato-Grosso, Maranhão

Então fomo pra São Paulo,
o Alckmin convidou o brother,
esqueci de dizer,
que Política pró-Odete.

Odete era o nome,
do travesti que encontramo em sampa,
ele tava travestido,
da Cláudia com a banana.

A luz vermelha acendeu,
a mina se picou,
o brother se escafedeu,
e adivinha quem sobrou?

Então eu saí,
foi pelas portas das laterais,
o travesti foi pela frente,
mas ele gostava é de ir por trás.

Então eu fui correndo,
pro Hotel encomendado,
fui direto pra porta,
pro asilo do armário.

O rojão não tava lá,
O brother tava de férias,
foi pra praia com a mina,
e eu lá na miséria.

O armário fedia,
resolvi então sair,
comer uma comida sadia,
e beber um pouco no Bar do Chafariz.

Quando vi por trás do balcão,
o brother não tava na praia não,
ele tava era de novo,
soltando o rojão.

E então veio,
de repente a fumaça,
esfumaçando a porra toda,
aquilo foi uma desgraça.

A desgraça então,
desgraçou tudo, fudeu irmão!
Eu falei pra ela,
que era perigoso o Paulão!

Nós 3 voltamos pro hotel,
pra deitarmos na mesma cama,
mas enquanto eu tava dormindo,
ele tava na escama.

Nesse dia fiquei puto,
mandei ele embora,
com uma vassourada atrás das costas,
saiu soltando bosta.

E então falei pra ela,
que no mundo quem mandava,
finalmente ela entendeu,
que era mulher e cachaça.

E eu já tava quase morrendo,
cachaça eu tinha,
mas não tinha a mulher,
que eu tanto queria.

Naquela noite me inspirei,
no Gugu, Sílvio Santos!
E então no doce mel,
a inspiração veio do Lomanto!

E nesse dia então,
vivemos felizes para sempre,
o brother até voltou,
mas veio só com uma semente.

Para plantar a alegria,
a paz e também...
um pouco de desprezo,
porque nem tudo vem pro bem.

Farinha que é pôde nasce o saco,
e o canguru da Austrália,
essa porra não tem mais nada a ver,
vamo finalizar com a metralha.

Paraparaparadu,
paraduêba, paramaná,
Istambul, Madagascar,
parapaparabá!